Airbnb cobrará taxa extra em reservas a partir de abril
    Créditos: Divulgação/Airbnb

    A plataforma de aluguel Airbnb vai adicionar uma nova taxa para hóspedes. A medida começa a valer a partir de 1º de abril de 2024 para quem se hospedar em um lugar que tem uma moeda diferença daquela usada no pagamento.

    “Começaremos a incluir um valor adicional em nossa taxa de serviço do hóspede para reservas que precisam de conversão de moeda”, confirma a companhia na página de suporte do serviço.

    Na prática, por exemplo, brasileiros que alugarem quartos nos Estados Unidos ou em países da Europa precisam arcar com o novo acréscimo. Se você alugar um apartamento, quarto ou casa dentro do território brasileiro, esse valor não será cobrado.

    A medida faz parte da atual estratégia de internacionalização da empresa. (Fonte da imagem: Reprodução/Airbnb)

    Ao todo, a taxa de serviço do hóspede pode agora chegar a até 16,5% do subtotal da reserva. Esse valor é sempre exibido para o usuário antes de você reservar o local.

    O objetivo da nova cobrança é “corresponder ao custo-benefício do serviço oferecido” e aumentar as receitas da própria marca. A companhia passou por dificuldades durante o período de auge da pandemia da covid-19, quando os aluguéis tiveram baixa procura.

    Recentemente, o serviço intensificou também um processo de verificação de propriedades para reduzir o número de fraudes. Além disso, após incidentes violentos registrados nos Estados Unidos, ela proíbe a realização de festas de grande porte em imóveis alugados.

    No email enviado aos usuários, o Airbnb reforça ainda que “de tempos em tempos” ajusta as taxas para “melhor alinhamento com o valor do que é fornecido”. Além disso, a companhia pretende ampliar a divulgação de aluguéis e reservas internacionais e atingir mercados ainda com pouca presença do serviço.

    De acordo com a Bloomberg, a nova taxa pode resultar em um lucro adicional entre US$ 200 milhões e US$ 500 milhões para o Airbnb em 2025. Ainda assim, a plataforma garante que a enorme maioria das transações feitas usando o serviço envolve a mesma moeda. Dessa forma, ao menos segundo a marca, “a maioria dos hóspedes” não será afetada.

    Fontes: Bloomberg, Airbnb

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