NASA busca voluntários para viverem em simulação de Marte por um ano
    Créditos: Reprodução/NASA

    A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, abriu inscrições para um novo experimento. Ela está à procura de pessoas dispostas a passar um ano inteiro em uma simulação de Marte.

    A missão se chama Análogo de Exploração de Saúde e Desempenho da Tripulação, ou CHAPEA, na sigla original em inglês. Ela envolve a convivência de quatro pessoas em um ambiente de 1,7 mil m² que é baseado no equipamento que futuros colonos humanos teriam disponíveis no Planeta Vermelho.

    A ideia desse tipo de teste é prever possíveis necessidades e dificuldades de habitantes de Marte, além de entender o que uma equipe pequena seria capaz de fazer no local. Essa missão será a segunda do programa CHAPEA — a primeira ainda está em andamento, já com quatro voluntários participando da simulação.

    Os voluntários vão encarar “os desafios de uma missão em Marte”, o que inclui recursos limitados, falhas no equipamento, atrasos na comunicação e outros obstáculos.

    O interior de uma das estações de trabalho da simulação. (Fonte da imagem: Bill Stafford/NASA)

    Além disso, eles terão que realizar tarefas como caminhadas externas em um banco de areia, operações de robôs, manutenção do habitat, exercícios e até cultivo de uma pequena horta.

    As inscrições vão até o dia 2 de abril de 2024 e os selecionados devem iniciar a missão em março de 2025. Os interessados podem iniciar o cadastro para participar do processo seletivo por este link.

    A NASA vai selecionar “cidadãos residentes de forma permanente nos EUA saudáveis e motivados“. A preferência é para não-fumantes entre 30 e 55 anos de idade, com no mínimo proficiência em inglês.

    A simulação acontece dentro do Johnson Space Center, que fica na cidade norte-americana de Houston, no Texas.

    A ideia é que ela seja uma etapa prévia da continuidade da Artemis, missão de retorno do ser humano à Lua que a NASA pretende expandir para levar astronautas também até Marte. Entretanto, todo o cronograma passou por atrasos e um congelamento por questões orçamentárias.

    Fonte: NASA

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