amazon alexa completa 4 anos / alexa cobrar
    Créditos: Amazon/Reprodução

    Após anos de uso gratuito, a Amazon estuda cobrar pelo uso de sua assistente virtual, Alexa. A gigante do e-commerce planeja lançar o “Alexa Plus”, uma versão turbinada com inteligência artificial, mas a iniciativa enfrenta obstáculos técnicos e dúvidas do próprio mercado.

    O rumoroso plano, revelado pelo Business Insider, surge da pressão para monetizar a tecnologia. Mais de 75 milhões de pessoas usam Alexa, mas, para a Amazon, o serviço é um fracasso financeiro. A assistente não gera lucro e consome recursos da empresa.

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    O “Alexa Plus” teria lançamento previsto para junho, mas o prazo parece distante. A tecnologia de base, “Remarkable Alexa”, está em testes com 15 mil usuários selecionados. Porém, funcionários da Amazon alertam que os resultados são preocupantes.

    A nova Alexa é ótima em conversas, mas péssima em tarefas práticas, segundo o BI. Suas respostas são longas e imprecisas, e ela se confunde com pedidos complexos que envolvem vários serviços (como tocar música e apagar a luz).

    Além das falhas comuns de IAs, o “Remarkable Alexa” exige mudanças drásticas na estratégia e infraestrutura da Amazon.

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    Os criadores da Alexa original se opõem à nova versão e insistem em manter parte do sistema antigo, tornando o projeto lento e inchado.

    Há também o ceticismo quanto à cobrança. Com Prime, streaming e outros serviços, o modelo de assinatura da Amazon já está saturado. Funcionários da empresa temem que os usuários não paguem por um recurso que já vem embutido em alto-falantes inteligentes.

    O projeto audacioso nasce do desespero para surfar na onda da inteligência artificial. Google, Apple e Amazon investiram bilhões em assistentes virtuais, tecnologia que prometia revolucionar a computação. Anos depois, o esperado retorno financeiro não veio.

    A indústria tech, que antes ridicularizava o investimento em assistentes, agora vê neles uma ponte para a próxima geração de IA. Amazon e Apple correm atrás de Google, Microsoft e OpenAI, líderes do hype da inteligência artificial. A gigante do e-commerce desenvolveu seus próprios modelos de IA, chamados de Q, e planeja projetos ainda mais ambiciosos.

    Integrar IA aos assistentes virtuais é crucial, e se a Amazon conseguir tornar a Alexa lucrativa com essa evolução, resolveria vários problemas. Mas, se o plano fracassar, pode ser o tiro de misericórdia para a assistente virtual.

    Fonte: Insider

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