OpenAI afirma ser impossível treinar IA sem material com direitos autorais
    Créditos: Microsoft/Copilot

    A OpenAI deu uma declaração polêmica na Comitê de Comunicações Digitais da Câmera dos Lordes, no parlamento do Reino Unido. De acordo com a empresa, é impossível treinar IAs sem material protegido por direitos autorais. A informação pode complicar a situação da empresa, abrindo brechas para novos processos.

    O The New York Times processa a OpenAI e Microsoft por quebra de direitos autorais. Segundo o portal internacional, as IAs das companhias utilizaram ilegalmente o material do portal. Na Câmara dos Lordes, a OpenAI comentou ser “impossível hoje em dia treinar modelos de IA sem utilizar material protegido por direitos autorais“.

    The New York Times processa OpenAI e MicrosoftThe New York Times processa OpenAI e Microsoft
    CRÉDITOS: OpenAI/Reprodução

    O documento com a declaração está aberto ao público, no site do parlamento do Reino Unido. A OpenAI afirma ser impossível treinar os modelos de IA, pois os direitos autorais protegem basicamente todas as formas de expressão humana, desde posts em blogs, fotografias, partes de códigos de software e documentos do governo.

    A companhia também destacou a necessidade deste material durante a criação de ferramentas eficientes. “Limitar o treino de dados para materiais em domínio público criados a mais de um século talvez seja um experimento interessante, mas não vai fornecer sistemas de IA capazes de atender as necessidades das pessoas“.

    Mesmo assim, a companhia insiste e afirma não violar direitos autorais. Segundo a OpenAI, a forma como a companhia treina seus modelos entra se enquadra nas práticas de Fair Use. Nesse sentido, a utilização não estaria violando leis de direitos autorais, mas não é o que acredita o The New York Times.

    Com essa afirmação, a dona do ChatGPT pode acabar se complicando perante demais empresas e sofrer novos processos. O porta-voz da companhia afirma que a OpenAI trabalha na criação de mecanismos capazes de empoderar criadores e “na criação de acordos mutualmente benéficos” entre a dona do chatbot e demais empresas. Resta saber se outras empresas vão querer aceitar os acordos.

    Fonte: Engadget

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