Vacina de Covid-19
    Créditos: Towfiqu barbhuiya/Unsplash

    Um homem alemão surpreendeu a comunidade científica ao tomar 217 doses da vacina contra Covid-19. Segundo um novo estudo, os exames de sangue e saliva do homem não apresentaram evidências de que a “hipervacinação” tenha prejudicado sua resposta imunológica à Covid-19 ou sua saúde em geral.

    Os indícios, na verdade, levam a crer que as repetidas doses podem ter tornado o homem menos vulnerável à infecção pela Covid-19. Vale ressaltar, no entanto, que ninguém deve repetir esse procedimento em hipótese alguma.

    A maratona de vacinas do homem foi inicialmente relatada por autoridades alemãs em março de 2022. Na época, ele foi flagrado recebendo uma dose da vacina contra Covid-19 no mesmo centro de vacinação, no estado da Saxônia, em dois dias consecutivos.

    À época, a polícia alegou que o homem – descrito apenas como morador da cidade de Magdeburg, com idade acima dos 60 anos – estava tomando doses extras para garantir informações legítimas (números de lote da vacina) para cartões de vacinação falsos vendidos a pessoas que não queriam se vacinar.

    Promotores locais abriram uma investigação sobre o homem por suspeita de fraude, mas acabaram desistindo de apresentar acusações criminais.

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    Pesquisadores da Universidade de Erlangen-Nuremberg e do Hospital Universitário de Erlangen souberam da história por meio de reportagens e decidiram entrar em contato com o homem, propondo realizar exames. Ele prontamente concordou. O artigo da equipe sobre este caso inusitado foi publicado nesta segunda-feira (4) na revista Lancet Infectious Diseases.

    Antes do encerramento da investigação, os promotores determinaram que o homem havia recebido pelo menos 130 vacinações contra a Covid-19 em um período de nove meses. Os pesquisadores encontraram documentação de 108 doses, algumas das quais se sobrepunham às encontradas pelas autoridades.

    No entanto, o homem afirma que realmente tomou 217 vacinas ao longo de 29 meses. As doses pertenciam a vários tipos de vacina, embora a maioria fossem vacinas de mRNA.

    Durante esse período, o homem foi submetido a vários exames de sangue. Ele concedeu aos pesquisadores acesso a seus prontuários médicos e amostras armazenadas, bem como permitiu que retirassem novas amostras de seu sangue e saliva.

    Ele também, “por insistência própria”, recebeu mais duas vacinas enquanto o estudo estava em andamento, permitindo aos pesquisadores documentar sua resposta imunológica posteriormente.

    Em meio a tudo isso, o homem não relatou quaisquer efeitos colaterais relacionados à vacina. E, quando os pesquisadores compararam suas amostras com controles (pessoas que receberam três doses de mRNA), eles não encontraram efeitos negativos aparentes de suas centenas de vacinas – na verdade, havia sinais positivos.

    Fonte: NBC News

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