compras internacionais importadas / governo
    Créditos: rupixen.com/Unsplash

    O Governo Federal pode arrecadar até R$ 19,1 bilhões com a taxação de compras internacionais de até US$ 50, segundo levantamento da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). A estimativa da entidade é muito maior do que a projetada pela Receita Federal, que estima uma arrecadação de R$ 2,86 bilhões.

    A diferença entre as estimativas se deve a dois fatores. Primeiro, a Fiemg considera que a taxação não necessariamente levará a uma queda de 45% nas compras internacionais, como prevê a Receita Federal. Em seu estudo, a entidade considera que a redução pode variar de 20% a 30%, dependendo do produto e do consumidor.

    Por exemplo, um estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV) estima que a redução das compras internacionais poderia ser de 20% para produtos como eletrônicos e roupas, e de 30% para produtos como cosméticos e acessórios.

    Sem Tesla: Lei pode impedir carros exclusivos de chegar ao Brasil

    Segundo, a Fiemg estima que a taxação pode impulsionar a produção nacional. Isso porque, com os produtos importados mais caros, os consumidores podem optar por comprar produtos nacionais, o que geraria mais empregos e tributos.

    No entanto, economistas divergem sobre os efeitos da taxação na economia brasileira. Alguns especialistas acreditam que a medida pode gerar um aumento dos preços dos produtos importados, o que poderia prejudicar o poder de compra dos consumidores.

    Outros especialistas acreditam que a medida pode incentivar a produção nacional, o que poderia gerar empregos e tributos.

    INSS usa inteligência artificial para combater fraudes em atestados para auxílio-doença

    A proposta de taxação de compras internacionais de até US$ 50 é uma das alternativas estudadas pelo governo para compensar a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia, que deve começar a valer em abril de 2024.

    A proposta é polêmica e enfrenta resistência de setores da sociedade, como consumidores e importadores. Os críticos alegam que a taxação encarecerá os produtos importados e prejudicará o consumidor.

    No entanto, a Fiemg defende a proposta e afirma que ela é necessária para compensar a desoneração e impulsionar a produção nacional.

    Fonte: Poder360

    Share.